quinta-feira 05 de Abril de 2018

Segundo filho: você já sabe o que esperar (ou não)

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As dores são as mesmas, o cansaço, a exaustão. Se você terá um segundo parto nas mesmas condições do primeiro, pode apostar que pelo menos você já sabe o que vem pela frente. E isso ajuda – e muito!! Mas o filho não é o mesmo e, é claro, pode haver algumas surpresas nesse “novo início”.

Eu já sabia que iria passar muitas noites em claro e já esperava as dores do pós parto que tive há quatro anos atrás. Foi cirurgia cesariana e lembro de ter passado uns dez dias com dor. Na verdade dói tudo! E nesse segundo parto tenho sentido a mesma coisa. Muita dificuldade para sentar, deitar, levantar, andar… (aliás, dificuldade nada, dores quase insuportáveis). Depois de uma semana, começam as dores nos seios. E aí só quem já amamentou sabe o que estou dizendo. Acontece com boa parte das mães. A dor é de chorar. Mas o que quero dizer aqui é que, apesar disso tudo, pelo menos agora eu já sabia o que iria passar.

Eu só não contava com uma coisa: o filho não é o mesmo e é lógico que nem tudo seria igual. A diferença já começou no hospital. Quando eu achava que teria alta médica e iria para casa, detectaram icterícia no meu bebê. Para quem não sabe, vamos abrir um “parêntese” para explicar. A icterícia neonatal acontece na maioria dos bebês, em graus diferentes. Pode ser algo leve que necessite apenas de banho de sol em casa, mais intensificado, ou um problema um pouco mais sério. Trata-se de uma alteração causada pelo aumento de bilirrubina no sangue, um pigmento amarelo fabricado naturalmente pelo organismo. Deixa a pele e os olhos do bebê num tom amarelado e, desde que seja controlada adequadamente, não oferece riscos.

Voltando ao assunto, meu filhote precisou ficar mais tempo no hospital para fazer fototerapia (banho de luz). Para quem já estava contando as horas para ir pra casa, foi um banho de água fria. Mas, enfim, chegando em casa, achei que a rotina seria parecida com a que tive com o primeiro filho: uma mamada a casa duas horas e, no resto do tempo, ele dormindo. Mas as pessoas são diferentes, inclusive enquanto bebês. Felipe, diferentemente de Eduardo, é capaz de passar umas duas horas “mamando”. Tipo, mama, cai no sono por uns dois minutinhos, mama mais, tenta arrotar… Ah, e fica muito estressado com um arrotinho preso, chora e não descansa até arrotar. Então, mama, tenta arrotar, pede pra mamar mais, chora com o arroto que não sai, mama mais um pouco e, quando você vê, já passou uma madrugada toda em claro. Até porque nesse tempo claro que já fez cocô e você teve que trocar a fralda.

Mas estou falando das primeiras semanas e tudo é um processo de aprendizado, inclusive para ele. Ainda não sei como serão as noites, porque é prematuro dizer se ele dorme bem ou acorda muito. Ainda está em fase de adaptação. Mas o que vale é saber que cada filho é diferente, tem suas manias e suas formas de agir e amadurecer.

Ao menos não fico mais chorando durante a madrugada dizendo “eu não aguento mais isso”, como tantas vezes fiz como mãe de primeira viagem. Ainda dói, ainda cansa e, sim, ainda dá vontade de chorar. Mas agora eu já sei que isso vai passar. Sei que vai melhorar a cada semana e que as dores não vão durar mais que um mês. E isso, com certeza, já ajuda muito. Então, se você vai ter o segundão também, vai preparada para tudo o que você passou e mais um pouco – nunca se sabe. Mas vai sabendo que isso passa. E o saldo é mais uma gostosura de filho em nossos braços!

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