segunda-feira 16 de Abril de 2018

Segundo filho: o amor é igual?

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Eu tinha quase certeza de que a resposta para o título dessa postagem seria “não”. Achei que não poderia amar outra pessoa na mesma intensidade do amor que tenho pelo primeiro filho. Confesso que esse amor ainda não é igual, mas agora tenho a absoluta certeza de que será. E explico porquê.

Da uma olhada nessa foto aqui abaixo…

Sou eu, na expectativa para receber meu segundo filhote. Isso foi no dia 26 de março deste ano de 2018. Até chegar ali, eu não estava morrendo de ansiedade e nem emocionada – como estive no primeiro parto. Achei que entraria numa sala de cirurgia e sairia com mais um filho. E ponto. Alguns amigos até estranharam “Tu não estás ansiosa não?”. Não, eu não estava. Fui absolutamente pega de surpresa quando vi meu Felipe pela primeira vez. Uma emoção que não sei explicar. Chorei muito. Foi a mesma sensação que senti no primeiro parto. Sim, era verdade, a gente passa a amar igual.

Uma amiga que acabou de ter filho e já tem um mais velho me questionou “Mas eu não sinto ainda a mesma coisa que sinto pelo primeiro filho, você sente?”. É lógico que não. Mas também, na maternidade eu não senti por Eduardo (meu primogênito) o que sinto hoje. E a explicação é simples: o amor é uma construção. Hoje passo 24 horas por dia com Felipe e me apaixono a cada dia pelos detalhes dele, pelo pezinho, pela maneira de mamar, pela espreguiçadinha que dá depois da mamada. Eu me apaixono pelo seu cheiro e até pelo choro, que me dá uma vontade enorme de segurar nos braços e resolver seu problema.

Enfim, hoje estou muito certa de que estou construindo esse amor. E exatamente da mesma forma como aconteceu com Eduadinho. Existe mãe que não ama seus filhos? Acho que existe sim, infelizmente. Existe mãe que ama diferente? Certamente sim. Mas o que quero dizer é que, sim, é totalmente possível sentir por outro filho o mesmo amor. Esse que sufoca a gente – no bom sentido – e que nos dá a capacidade de fazer tudo por eles.

Então, se você está prestes a ter um segundo filho e acha que não vai sentir por ele o que já sente pelo primeiro, saiba que é verdade sim o que as mães diziam. A gente começa a amar a cada dia. E sei que vou amar ainda mais quando ele começar a sorrir pra mim, a me chamar de mamãe, a segurar a minha mão…

Enfim, é incrível o sentimento que os filhos despertam na gente. E acho que se tivermos dez filhos, vamos amar da mesma forma. Porque o amor não está necessariamente no sangue. É uma construção, é no dia a dia. É um amor que a gente não sabe que existe até ter um filho, da mesma forma que não sabe que é possível amar igual, até ter o segundo.

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