sexta-feira 13 de Abril de 2018

Pré-natal odontológico. Por que fazer?

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Quando a gente engravida, um monte de dúvidas vem à cabeça. E a maioria delas está relacionada aos cuidados com o bebê. Por isso, toda futura mamãe precisa fazer o pré-natal, acompanhamento fundamental para a saúde do bebezinho, além de ser um importante suporte de informações para a mãe. Mas poucas pessoas sabem que além do pré-natal com o obstetra, é fundamental fazer também o odontológico. Quer entender por quê? Então leia aqui e veja quanta coisa você nem imaginava.

É no pré-natal odontológico que a mamãe vai prevenir e tratar doenças bucais e adquirir informações essenciais sobre a vida intrauterina e cuidados na amamentação, por exemplo. No pré-natal odontológico a gestante entenderá a dinâmica do crescimento crânio facial do bebê e a importância da amamentação para o equilíbrio desse desenvolvimento. Pois é, você sabia disso?

“Várias pesquisas demonstram que crianças aleitadas naturalmente são acentuadamente menos propensas a desenvolver doenças que as que utilizam o aleitamento artificial através de mamadeiras, no entanto há um engano ao se atribuir toda a culpa ao leite utilizado, porque boa parte destas doenças não vem do liquido em si, mas da utilização da mamadeira como forma de aleitamento artificial, mudando dessa maneira toda a função fisiológica da língua, levando a criança a deglutir de forma errada e não promovendo o selamento labial que somente é conseguido na sução do seio materno através da correta pega”, explica a dra. Jael Henrique, cirurgiã-dentista, especializada em odontopediatria.

Mas o pré-natal odontológico vai muito além de informações. É o momento em que o dentista observa o estado de saúde bucal da gestante para evitar grandes problemas lá na frente e também prevenir doenças que podem levar ao nascimento prematuro ou baixo peso do bebê ou ainda doenças que podem ser transmitidas ao bebezinho quando ele nascer. “As gestantes ficam mais suscetíveis a problemas bucais, pois há um aumento do nível de hormônios progesterona e estrogênio, o que torna a gengiva mais vulnerável à inflamação e sangramentos. Se essa condição não for tratada, poderá se agravar e se tornar uma periodontite levando a uma perda óssea e consequentemente mobilidade dos dentes. Algumas condições como náuseas e vômitos são comuns no primeiro trimestre da gestação, o que pode causar a erosão dentária, ou mesmo dificultar a higienização e resultar na doença cárie, principalmente quando associada a esses fatores se encontra uma má higienização e uma  alimentação rica em açúcar”, relata a dra. Jael.

Sem contar que, durante a gestação, é muito comum a mudança do hábito alimentar da gravidinha, além das alterações hormonais, o que modifica a saliva e o pH da boca, tornando a mulher mais suscetível a doenças bucais. Tem mais: com isso tudo, a probabilidade de cárie é maior e o problema disso é a mãe começar a sentir dor, o que aumenta a produção de hormônios relacionados ao estresse, como adrenalina e cortisol, o que pode trazer riscos ao desenvolvimento do bebê.

E, não menos importante, depois que o bebê nasce, a mãe tem que lembrar que vai estar sempre muito pertinho do filho e, assim, sua boca precisa estar limpinha e tratada, para não levar bactérias ao bebê. Além disso, o acompanhamento passa a ser também com a criança. O recém-nascido também vai precisar ser atendido pelo dentista. É lá que pode-se detectar alterações como um freio lingual curto que pode prejudicar a amamentação, por exemplo. “Na primeira consulta do pré-natal odontológico a gestante será submetida a um exame de sua cavidade bucal e uma profilaxia cuidadosa dos dentes. Na ocasião ainda receberá orientações sobre a sua própria saúde bucal, lembrando sempre que a saúde bucal do bebê depende também da saúde bucal da mamãe. Na segunda consulta a futura mamãe poderá receber as orientações individualmente ou participar de uma roda de conversa com outras gestantes e na pauta serão tratados de temas como anatomia e fisiologia da amamentação, problemas precoces e tardios das mamas, aleitamentos em situações especiais, baixa produção de leite, entre outros.

E isso não é tudo. Tem muito mais informações importantes que a gestante precisa adquirir nessas consultas! Eu, que estou partindo para o segundo filho, achei que já sabia tudo. Mas é sempre bom lembrar que informação nova, estudos mais recentes e descobertas na área da saúde chegam a todo momento.

Então, anota aí, mamãe: ainda durante a gestação – e o ideal é pelo menos no segundo trimestre de gestação – é fundamental fazer a consulta pré-natal odontológica. Lá será estabelecida a frequência das consultas de acordo com a necessidade de cada mamãe. Mas não é uma simples consulta ao dentista, tá? Não é todo profissional que faz o pre-natal. Então vale procurar indicações de odontopediatras que trabalham com gestantes e que são capacitados para atuar em odontologia neonatal. É um cuidado simples, mas que vai representar muito no desenvolvimento do feto e, quem sabe, na vida inteira desse filhote.

Para contactar a dra. Jael Henrique, especialista no assunto em Pernambuco, segue:

Meu Dentinho: (81) 3204.7939/ www.meudentinho.comn/ Instagram @jael.henrique

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