sexta-feira 25 de agosto de 2017

E agora, menino ou menina?

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Eu sempre tive uma teoria de que toda mãe e todo pai têm, no fundo, uma preferência sobre o sexo do filho que está por vir. Mas, com medo de arriscar e errar, a mãe diz “o que importa é vir com saúde”. Será mesmo?

Na minha primeira gravidez achei que era uma menina. Na verdade foi numa ultrassonografia que a médica disse: “Oitenta porcento de chance de ser menina”. Eu me agarrei àquilo. Primeiro porque eu já queria menina mesmo – pois é, minto não. Eu queria mesmo e não tinha o menor receio de dizer isso – e segundo porque ela falou de forma tão confiante que eu comecei a conversar com “minha” bebê. Já era certo. Eu teria uma menina!

Um mês depois voltei a fazer ultrassonografia para confirmar o sexo do bebê e… Apareceu uma pitoca! Comecei a chorar. Chorei muito. E só quem já engravidou que sabe como os hormônios malucos mexem com a gente. Minha sensação foi de ter perdido minha menina. Eles a tiraram de mim. A dor foi grande. Depois comecei a chorar de remorso porque não queria que meu filho achasse que eu não o queira. E depois chorei por saber como isso tudo estava prejudicando meu pequeno. Ou seja, não desejo a ninguém saber o sexo da criança antes de uma certeza.

Com o tempo eu comecei a amar a ideia de ter um menino. E quando ele nasceu eu me apaixonei. Hoje ele tem quatro anos e eu não me imagino sem “meu menino”. Não me imagino desejando uma menina no lugar dele.

Aí vem uma segunda gravidez e todo mundo me aborda dizendo: “É bom que agora venha uma menininha”. É, talvez… Mas entendi porque eu queria tanto uma menina na primeira gravidez. Eu queria era viver com ela momentos que certamente não viverei de maneira tão intensa com meu menino, tipo: participar dos detalhes de seu casamento, escolher a roupa do casório, … E quando vier o netinho? Só avó materna tem espaço para ficar ali com a mãe do bebê, coladinha, ajudando. Como sogra eu não me sentiria tão à vontade. Mãe é mãe e eu achei que poderia viver isso com minha filha.

Depois me ocorreu o óbvio: é justo eu depositar minhas expectativas na vida da minha filha? E se ela não quiser casar? E se não quiser ter filhos? E se não me quiser enfurnada na casa dela cuidando do bebê? Não, não faz sentido querer uma menina por isso. Que seja então para ter uma experiência diferente da de ser mãe de menino. Ou não… A verdade é que eu me sinto tão realizada como mãe que – ah, depois que meu filho nasceu eu entendi bem isso – o que importa, verdadeiramente, é vir com saúde. E, mais que isso, se não vier com saúde, que eu tenha a maturidade e as condições necessárias para oferecer tudo o que ele (ou ela) precisa. Então, que venha meu bebê. Simplesmente isso. Porque ser mãe de menino é a melhor coisa do mundo. E ser mãe de menina também deve ser!

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