quinta-feira 18 de Maio de 2017

Diversão em alto mar

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Viagem internacional com filho pequeno é sempre um dilema para toda mãe. “E se ele não gostar da comida?”, “E se adoecer?”, “E se não se adaptar ao frio?”… É tanto “e se” que algumas mães têm até receio de levar os filhotes para fora. Mas com planejamento e um mínimo de estrutura, pode apostar, vai dar tudo certo! E se essa viagem for em alto mar… melhor ainda (confira todas as fotos abaixo).

Nossa mais recente viagem foi em um cruzeiro pelas ilhas do Caribe. Aí não dá para se preocupar tanto, porque a alimentação não é lá tão diferente da nossa, já que eles têm praticamente de tudo por lá. Mas se você está pensando em algo assim com os filhotes, vou dar as dicas aqui. É claro que toda viagem com filho é diferente da mesma que seria som filho. Os programas não são os mesmos, as noitadas, muito menos. Mas dá para se adaptar e aproveitar muito – com e sem eles.

Para começar, leve o carrinho. A gente sempre gosta de levar um carrinho de bebê. Meu filho já tem quase quatro anos e eu ainda levo o carrinho em toda viagem. Ajuda naqueles momentos em que ele está cansadinho, você precisa andar muito e não vai aguentar levar tanto tempo no colo. Ajuda mais ainda quando ele dorme e vocês ainda querem aproveitar um pouco mais a noite. Fizemos isso. Em muitos cruzeiros, há várias festas e espetáculos à noite. O ideal é, antes de tudo, pegar a programação do navio e se planejar para cada evento que quer assistir ou participar. Se tinha algum espetáculo legal à noite, a gente preferia levar o filhote e ele ficava sentado com a gente assistindo desenho animado pelo celular – vale demais baixar antes e levar os desenhos preferidos dele para momentos como esse. Se a festa era mais tarde, a gente se programava para não deixa-lo dormir à tarde para dormir mais cedo à noite – nesse caso, iria para a festa já dormindo no carrinho. Dá para curtir até altas horas? No nosso caso não, já que o pequeno desperta cedo. Mas esse planejamento já ajudou muito!

No navio que fomos – Freedom of the Seas, da Royal Caribbean – tinha duas áreas de piscina. Uma para crianças, cheia de brinquedos e atrações para elas, e outra para adultos, com um palco e banda tocando a toda hora. É claro que optamos sempre pela área das crianças, mas em algum momento conseguimos curtir um pouco o outro lado, brincando com ele na piscina de adulto e tomando sorvete. Sim ,esse é outro ponto. O sorvete era à vontade, a toda hora. Aí não dá para ficar regulando a alimentação da criança não. E, quer saber, tá de férias. Eu fico mais maleável mesmo. Ainda tento ao máximo fazer com que almoce e jante bem, mas não o privei de nenhuma guloseima. Faz parte, mamãe. Abstrai.

Tá, mas e aí, não tem nada que os adultos possam fazer sem os filhos? Tem sim. Muitos navios têm áreas infantis para você deixar o filho por algumas horas. No nosso tinha espaço para crianças de até dois anos, espaço para crianças de três a cinco anos, depois de seis a oito e outro espaço para crianças maiores. E não sinta que está abandonando seu filho não. Os espaços são tão legais, com brinquedos e recreações – e monitores responsáveis que cuidam das crianças – que duvido seu filho querer sair de lá. Nessa hora, os pais podem curtir (a dois) outros espaços do navio, como os vários bares e restaurantes, cassino e atrações da área externa, como as piscinas, esportes radicais, golf, basquete, entre outros.

Apesar de saber que nosso filho curtiria qualquer viagem conosco, procuramos um navio que tivesse algumas atrações legais para crianças. No Freedom, um dos navios mais modernos do mundo, estavam a bordo os bonecos da DreamWorks, como o urso Po, de Kung Fu Panda, Shrek e o Gato de Botas, da animação Shrek, e o leão Alex e o Rei Julian de Madagascar. Essa é uma novidade da Royal Caribbean International desde novembro do ano passado. Além de cruzarmos com os bonecos a todo momento, levamos nosso pequeno para um café da manhã especial com todos esses personagens (por isso, repito: fica de olho na programação que sai diariamente, para não perder nada!). Esse café da manhã foi pago por fora ($$), mas é um momento encantador para a criança.

Na mala, vão as roupas mais leves (claro, depende do cruzeiro que você vai fazer… se o destino for algum lugar frio, a mala é outra), mas ninguém anda de salto alto (mentira, tem gente de todo tipo, mas no geral, as pessoas não estão preocupadas em se arrumar tanto. É chinelo nos pés, shorts e camisas leves). Para jantar, calça jeans para homens e as mulheres vão de calça ou vestido simples. Ah, tem a noite do comandante. Nesse caso, tem que levar uma roupa mais arrumada para o jantar, mas também está tranquilo um vestido mais curto, sem brilho, e os homens vão desde terno a camisas de manga longa e calça jeans. Para aqueles mais friorentos (eu super me incluo nesse grupo), vale levar um casaquinho para as áreas internas do navio.

Para os que costumam enjoar em qualquer balanço de rede (opa, também sou dessas!) vale levar remédios para enjoo. Mas surpreendentemente não senti nada. Nada mesmo. Navios grandes geralmente balançam menos, mas também tem influência o trajeto, o tempo com mais ou menos ventania e até se a cabine é interna ou externa. As que ficam na parte central balançam menos. Tivemos sorte, eu acho. Ninguém se sentiu mal. Ah, e, como para toda viagem com criança, não esqueça dos remédios que ela pode vir a precisar. Estando em outro país, pode não ser fácil comprar algum antialérgico ou analgésico. Leve os que seu filho costuma usar, por precaução.

E é bom se programar para as paradas. Nosso percurso foi uma parada em Labadee, no Haiti – um pequeno paraíso do Caribe – praia privada com toda a estrutura da Royal Caribbean; San Juan, em Porto Rico – uma cidade turística para passear e fazer compras; St. Maarten – ah!!!! Esse lugar é show! Tem uma praia chamada Maho Beach que tem um aeroporto logo atrás e os aviões passam bem pertinho da gente. Indescritível a sensação! – E, por fim, paramos em Basseterre, a capital de São Cristóvão e Neves, uma ilha no mar das Caraíbas. Fomos a uma praia chamada St. Kitts & Nevis, linda demais.

Bem, mas o melhor de uma viagem num cruzeiro – e era exatamente o que eu queria – é não ter hora para nada (tirando os momentos de eventos, mas dá para se programar). Você acorda a hora que quiser, resolve se vai para a piscina ou surfar (me descobri uma ótima surfista! Kkkkkk), come o que quiser, a hora que quiser e onde quiser, vai tomar um café ou um sorvete em um dos pontos de lanche… enfim, uma viagem num cruzeiro é daqueles passeios que você esquece tudo e simplesmente se diverte. Uma viagem para curtir e relaxar. Com filho e sem estresse – Yes, isso é possível!!

FOTOS

Curtindo um dos restaurantes do navio.

Sorveteria dentro do navio (e celular com desenhos animados para o filhote que está cansadinho).

Cassino.

Nas praias do Caribe.

San Juan, Porto Rico.

 Passeando em San Juan.

No quarto, ignoramos a cama superior. Achamos perigoso. Ficou com a gente na cama de casal.

Nas piscinas infantis do navio.

Brincando de surfar (opa! me achei aqui!).

Nas piscinas de adultos (Maridão na cerva e o filhote no sorvetinho).

Festa à noite, filho dormindo no carrinho.

 Em Labadee, no Haiti.

Pub dentro do navio.

Área interna do navio.

Golf em alto mar.

Sala de games.

Festa da DreamWorks, dentro do navio.

Noite do comandante.

Café da manhã DeamWorks.

Praia St. Kitts & Nevis, em Basseterre.

Voltando da praia em Basseterre de barco para o navio. Fica a dica! Melhor do que pegar as vans. Ótimo passeio!

Almoçando no navio (carrinho de bebê sempre útil!).

Bonecos da DreamWoks a bordo.

Maho Beach, em St. Maarten.

Maho Beach. Lugar fantástico!

Restaurante em Maho Beach (as telas ali atrás mostram horário de chegada dos aviões).

Prontos para o espetáculo (viva o carrinho!).

Espetáculo da Broadway, uma das atrações do navio.

Área de lazer, com as piscinas abaixo, no Freedom of the Seas.

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