quarta-feira 11 de Janeiro de 2017

Ele tá doentinho? Fica tranquila!

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Meu filho ainda era bebezinho ligaram do berçário onde ficava: “Dona Sarah, Eduardinho está com febre”. Batia logo um desespero. Desliguei o telefone, olhei para o lado e perguntei a uma colega do trabalho que, na época tinha um filho de uns sete ou oito anos: “Paty, quando é que a gente deixa de ficar aperreada quando o filho tem febre?”. Resposta: “Nunca”. Ela tinha razão.

Vixe, como é difícil! Mas a gente aprende, sim. E acho que a preocupação exagerada acaba. Meu pai dizia: “Você vai ver, com o tempo vai lidar com isso de maneira bem tranquila”. Ele estava certo. Mas a minha colega do trabalho também estava. Essa semana meu filhote teve febre. Nada grave… uma gripezinha. E hoje eu vejo como é mais tranquilo. “Dona Sarah, Eduardinho…”. “Ok, pode medicar. Mandei o remédio na bolsa dele. Por favor, me dá notícias daqui a uns quinze minutos, tá?”, falei. A gente age de maneira tranquila, como disse meu pai, mas a preocupação não acaba, como lembrou minha colega. Passando os quinze minutos, a escolinha não ligou? Eu ligo na hora! “Estávamos ligando para a senhora. Está tudo bem com ele”. Pronto, agora é só continuar observando e, se o negócio apertar – se ele ficar muito abusadinho e a febre não passar – é levar pra casa.

E nessas horas todo dengo é válido. Já falei aqui que beijo de mãe ajuda a passar a dor (clica aqui)  , então, a regra é grudar no filhote. E não são só as mães que sabem disso não. Lembro quando eu estava entrando numa reunião importante de trabalho e a escola havia acabado de me ligar: “Dona Sarah”. Ai, meu Deus… Eram trinta e nove e tanto de febre. Entrei na reunião, sentei ao lado do chefe (homem, viu?) e comentei baixinho: “Meu filho está doente. Vou ficar na reunião e, se eu precisar sair mais cedo…” Ele nem me deixou terminar: “Pegue ele e vá pra casa”. “Não. Se precisar…” Aí ele me interrompe outra vez: “Sarah, nessas horas, só mãe. Eu sei como é. Vá embora!”. Chega fiquei emocionada.

É, a gente aprende a ficar mais tranquila, a lidar melhor com as doencinhas corriqueiras dos filhos, mas isso não significa não ter olho atento ao que pode se tornar grave. Minha irmã, que fez pediatria, sempre disse: “São três dias. Se a febre passar de três dias, aí você leva na emergência. Antes disso, não vale a pena expor a criança às doenças dos hospitais”, mas ela também me ensinou: “São três dias, mas sempre observando as características”, lembrando sobre o aparecimento de manchas na pele, a falta de apetite, vômitos etc.

Dá para ficar calma com o filho doente? Dá sim. Eu confesso que quando meu pequeno está com febre, eu abandono o pai dele e durmo na cama com meu filhote, coladinha nele, para sentir a temperatura do seu corpo o tempo inteiro. Não tem perigo de esquentar sem que eu acorde e, se necessário, medique. Mas isso não significa que passo a noite acordada. Tem que relaxar sim, mamãe. As doencinhas – corriqueiras – fazem parte. E a mãe é quem mais tem que ter calma para ajudar o filhote e, com o coração bem tranquilo, enchê-lo de dengo e carinho. Por isso, quando ele estiver doentinho, fica tranquila!

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