terça-feira 17 de Janeiro de 2017

Alimentação: faça as escolhas certas!

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“Depois de um ano de idade, ele já pode comer tudo”, foi o que ouvi da pediatra quando meu filho estava prestes a completar seu primeiro aninho. Ufa! Seria um alívio deixar de ser refém das comidinhas feitas em casa, sem sal, sem açúcar e cheias de cuidado. Mas até chegar lá, precisei entender o que o bebê pode comer em cada fase e, mesmo depois de um ano completo, entendi também que esse “pode comer tudo” não e bem assim…

Para começo de conversa, a mãe precisa saber que o melhor alimento do mundo para o bebezinho é o leite materno. Ponto. E só ele! Nada de água, chá ou qualquer receita da vovó. O leite materno, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é o alimento mais rico e completo para um bebê até os seis meses de idade. Mas depois disso, a criança pode até continuar mamando – e por sinal isso é ótimo! – mas o leitinho não é mais o suficiente. É preciso ampliar o cardápio do bebê, com sucos, frutas e papinhas.

Achei que era simples quando começamos a introduzir as frutas na alimentação do nosso filho. Mas, que nada! A gente tem que ter muito cuidado e introduzir uma fruta por vez. “Você vai dar mamão por três dias e, se ele não apresentar nenhuma reação alérgica, pode introduzir a segunda fruta”, disse a pediatra. Pois é, uma de cada vez porque se ele tiver alergia, você vai precisar saber qual alimento provocou isso.

Um mês depois, a pediatra me mandou dar os legumes – preste atenção que estou sempre falando na “pediatra”, ou seja, o acompanhamento de um pediatra nesse processo é fundamental! Mesma coisa para “um de cada vez”. E assim fomos introduzindo as verduras, o arroz, o feijão, a carninha, o frango etc. Com oito meses, a alimentação do meu filhote já era bem rica, mas é sempre bom lembrar que leite é sempre importante. Tem que continuar com o leite, pela manhã ou à noite, mesmo que já não seja mais o materno.

Aí seu filho completa um ano e… pode tudo! Calma. Se o pediatra liberar alimentação completa, já é meio caminho andado. Mas você precisa fazer o filtro, mamãe. Seu filho ainda é muito novinho e depende de você para fazer as escolhas certas por ele. Se fosse mais velho, poderia optar por uma alimentação saudável, então quem tem que ajudar a acostumar o paladar dele é você. Então, nesse “tudo” por excluir frituras, gorduras, refrigerantes, açúcar em excesso, sal em excesso e qualquer coisa em excesso.

Até os dois anos, meu filho não comeu absolutamente nada de doce. Nem um brigadeiro. Muita gente dizia “O bichinho… dá só um pra ele!”. Bichinho por que? Ele não conhece, não faz a menor falta em sua vida. Pense assim. Acostumei meu filhote com frutas nos lanches e muita verdura e legume no almoço. Sal quase nenhum. E o resultado disso é uma criança com três anos que troca o picolé pela uva e pede pra colocar beterraba e brócolis no prato. E come tudo. Todos os dias.

Pode comer bolo de chocolate, tomar iogurte e sorvete? Claro. Faz parte. Estabeleça as regras: fim de semana, festinhas de criança. O pirulito não faz mal, o que faz é o excesso de açúcar. Ainda proíbo o chiclete e alguns bombons. Um dia vai tomar refrigerante? Certamente vai. E vai gostar? Quem sabe… Mas enquanto eu puder evitar, enquanto eu estiver “à frente” da escolha de sua alimentação, ele vai comer o que faz bem. Com todo direito de ser criança e se esbaldar no chocolate, de vez em quando, mas sabendo sempre do que faz bem e o que faz mal.

Não é nada fácil controlar a alimentação da criança. Desde sempre os cuidados precisam ser grandes e cada comidinha tem que ser introduzida na hora certa. E enquanto for você a pessoa que escolhe pelo seu filho, faça as escolhas certas, mamãe. Uma criança que come bem é um grande passo para um adulto saudável.

1 comentário

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    O acompanhamento com uma nutricionista pode ajudar nessas escolhas, mas nao se esqueca que a sua determinacao na mudanca faz toda a diferenca!

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