quarta-feira 23 de dezembro de 2015

Papai Noel existe sim!

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Esse ano nosso Natal será especial. Nos outros anos, quando meu filhote tinha quatro meses e depois um ano e quatro meses, ele era muito novinho e não entenderia nada. Mas agora vou finalmente poder levar a magia do Natal para ele. E você, vai preparar algo especial? A propósito, você sabe o quanto isso é importante no desenvolvimento da criança?

Vamos falar sobre isso, mas antes vou contar o que eu quero fazer. Sabe aquilo de deixar o lanchinho embaixo da árvore de Natal para Papai Noel vir comer de madrugada? E, no dia seguinte, acordar e olhar se o bom velhinho deixou o presente lá? Esse ano farei isso. E acho importante, sim.

Eu já falei sobre isso no ano passado, mas não custa a polêmica: e aí, contar a verdade sobre o Papai Noel ou alimentar a fantasia na cabecinha da criança? É claro que isso é uma escolha dos pais e quem sou eu para dizer aqui o que é certo ou errado? Mas posso dizer, sim, que de acordo com psicólogos, deixar a criança a envolver com o folclore é importante. Eles dizem que embarcar na fantasia e apresentar o Natal e seus símbolos aos pequenos faz parte. E é muito positivo.

De acordo com a psicóloga Fernanda Nogueira de Farias, do CPPL (Clínica, Ensino e Consultoria em Gestão), o contexto da existência do Papai Noel é de muita festa, comida, férias e família reunida. E, pra completar, ele ainda chega num trenó, com um saco de presentes. Ou seja, um prato cheio para a imaginação da garotada! “Estamos nos referindo a um tempo na infância em que se comunicar imaginariamente com alguém que lhe escuta e realiza seus desejos parece ser mágico. E quando os pais embarcam nessa fantasia, essa magia se torna real com a realização do desejo aos pés da cama”, conta Fernanda.

Assim como é válido acreditar em super-heróis, acreditar que existe um bom velhinho que possa atender aos seus pedidos é muito positivo para a criança. E para ser bem clara, entenda porque: o Papai Noel é aquele senhor cheio de bondade e que espera bons comportamentos dos pequenos e então pode se tornar um modelo importante para a identidade da criança. Estamos nos referindo a um modelo de generosidade e amor ao próximo. Por que não ter um cara desse como referência?

E quando seu filho desconfiar que era tudo mentira e perguntar, assim como todas as letras: “Mamãe, Papai Noel existe mesmo?”, o que fazer? “Não minta”, diz a psicóloga Marina Reis. Ela explica que geralmente a partir dos sete anos – e essa idade pode variar de acordo com os estímulos da casa ou até se a criança já tiver um irmão mais velho que já sabe da verdade – a criança começa a perceber as coisas, comparar informações e entender que era tudo uma fantasia.

“Se seu filho já entendeu tudo isso e lhe perguntar a verdade, a melhor resposta talvez seja deixar em aberto. Vale jogar a pergunta de volta, como ‘O que você acha, filho?’. Assim você entende até onde ele já sabe da verdade e até onde ele ainda quer fantasiar. Se ele responder que acredita, sim, pergunte porque, pergunte como ele acha que é o Papai Noel e como ele faz para entregar todos aqueles presentes. Ou seja, deixe que ele próprio use o raciocínio e entenda as lógicas”, aconselha Marina.

Mas se eu filhote já matou a charada e responde, na lata, que o Papai Noel não passa de uma fantasia, você também não precisa sair como mentirosa por sempre ter alimentado essa esperança. Quer uma boa resposta? “Se dentro do seu coração, você acredita, então ele sempre vai existir aí dentro. Papai Noel existe no coração de cada um de nós e nos serve como exemplo para fazermos o bem”.  Você mentiu?

É isso. O Natal é bonito e ele pode ser ainda mais se for mágico, se você ajudar seu filho a vivenciar essa fantasia. Se no final de tudo ele descobrir que aquele cara que deixou o presente na árvore nada mais era do que o próprio pai se passando pelo bom velhinho, não faz mal, é no pai que ele verá a imagem que idealizou do Noel.

Então vá lá, prepare o lanchinho do Papai Noel e deixe a magia do Natal entrar na sua casa também!

Eduardinho aos quatro meses de idade (2013)

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Eduardinho com um ano e quatro meses (2014)

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