sexta-feira 06 de fevereiro de 2015

Seu filho praticou bullying, e agora?

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As crianças que estavam de férias já voltaram às aulas e aquelas que nunca estudaram podem estar tendo sua primeira experiência na escola. Os pais ficam ansiosos, emocionados e… Xiiiii, e se ele voltar para casa mordido? Ou, talvez pior, se ele for o mordedor da turma? O que a gente faz? Coloca de castigo?

Bullying é o nome que se dá a intimidações, perseguições e humilhações praticadas várias  vezes contra uma pessoa. É uma pedra no sapato de pais e educadores. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o alvo das atenções não deve ser para a vítima, mas para quem praticou o ato. De acordo com a presidente da ONG Instituto Orelhinha, Leila Souto Miranda de Assis, é preciso dedicar a mesma atenção e impor regras a quem assedia. “Costumamos ver quem sofre bullying na infância ou adolescência mudar de sala de aula ou até mesmo de escola. Mas e os assediadores? Mudam apenas de vítima?”, questiona Leila.

Pois é, ela lembra que crianças e adolescentes que estão do outro lado da história também precisam de ajuda. “A família e educadores devem criar regras claras e coerentes que guiem o comportamento dessas crianças”, sugere. O Instituto Orelhinha viabiliza cirurgias de otoplastia ou correção cirúrgica de orelha em abano para pessoas que se incomodam com essa característica ou são vítimas de bullying.

Então, o seu filho é o “tirador de onda” da escola e costuma xingar o amiguinho que está acima do peso? Preste atenção, mamãe. O comportamento do seu filho não é benéfico para ele próprio. Confira as dicas aqui e ajude seu pequeno a ser uma pessoa agradável e, principalmente, a respeitar os coleguinhas. 

1- Deixe claro para seu filho que considera os atos de perseguição ou intimidação sérios e que não vai tolerar tais comportamentos.

2- Crie regras que guiem o comportamento dos seus filhos. Elogie e apoie quando as regras são seguidas.

3- Utilize medidas disciplinares e nunca castigos físicos ou hostis quando as regras de comportamento não forem seguidas.

4- Conheça os amigos de seus filhos e permita que eles frequentem sua casa. Preste atenção em como eles passam o tempo livre.

5- Passe mais tempo com seus filhos.

6- Promova os talentos de seus filhos e estimule a participação em atividades sociais e esportivas.

7- Compartilhe suas preocupações com os docentes e diretores da escola de seu filho. Trabalhe com eles para transmitir mensagens claras sobre a importância de parar com intimidações e perseguições.

(Fonte, cartilha educacional contra o bullying, do Projeto Orelhinha)

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