sábado 28 de fevereiro de 2015

Quando trocar a cadeirinha do carro?

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O básico, todo mundo sabe – ou pelo menos quaaaaaase todo mundo: até um ano de idade, a criança fica no bebê-conforto; de um a quatro anos, é poltrona virada para a frente do carro; e de quatro a sete anos e meio, banquinho preso no cinto de três pontos do carro. Mas existem vários detalhes que precisam ser levado em conta na hora de trocar a cadeirinha do seu filho.

Pela lei brasileira, deve-se trocar de bebê-conforto para cadeirinha quando a criança fizer um ano, mas na verdade a troca só precisa ser feita se seu filho passar do limite de altura ou de peso previstos no manual do bebê-conforto, até porque cada bebê é um bebê e pode ser que seu filho não tenha ultrapassado o limite antes de completar um ano, não é mesmo? De qualquer maneira, por segurança – e também por lei – as crianças menores de um ano não podem viajar em poltronas ou bebês-conforto virados para a frente.

E quando é hora de trocar a cadeirinha pelos chamados “boosters”? São os assentos de elevação, que valem para a partir de quatro anos de idade. Mas não precisa ter pressa para fazer a transição. O ideal mesmo é que você transfera seu filho da cadeirinha para o booster só quando ele não couber mais na cadeirinha. Ou seja, quando passar do limite de altura ou previstos no manual ou quando a saída mais alta do cinto interno da cadeirinha estiver abaixo do ombro da criança. Mas não esqueça que o booster só é seguro se usado com o cinto de três pontos no carro.

E quando devemos abandonar de vez o booster? Bem, pela lei brasileira, o uso de booster é exigido até sete anos e meio, mas especialistas nacionais e internacionais recomendam que a criança use o assento de elevação até atingir 1,45 m de altura, independentemente do peso. Daí, depois disso, a criança pode usar o cinto de três pontos do banco traseiro do carro. Até os dez anos de idade, a criança deve andar no banco de trás dos carros, viu?

Sobre o uso do cinto de segurança, é importante que ele não esteja largo demais. Tem de ficar justinho mesmo, tanto o que prende a cadeirinha quanto o cinto que fica na criança. Quando afivelar o cinto, observe se a distância entre ele e o corpo do bebê é de um dedo. Esta é a medida ideal. Se tiver espaço para dois dedos – um por cima do outro – é preciso ajustar o cinto. No caso das cadeirinhas, o cinto precisa passar por cima do ombro da criança. Nunca prenda só a parte de baixo.

 

Segurança

Não estamos falando só de lei, mamães. Mesmo que você tenha certeza de que não haverá policial no caminho, não ignore a segurança do seu filho. Para se ter uma ideia, de acordo com dados oficiais, em 2007, antes da lei, acidentes de transporte mataram 570 crianças de até quatro anos no Brasil. E grande parte dos acidentes acontecem até mesmo perto de casa, em ruas onde a velocidade não passa de 60 km/h.

Meu pequeno, hoje com um ano e meio, está na cadeirinha e – esperto que só ele – já descobriu como tirar os braços do cinto de segurança. Quando isso acontece, eu paro o carro no ponto mais próximo permitido, converso com ele e coloco cinto de volta. De início eu reclamava: “Filho, não pode!!! Tem que usar o cinto. É perigoso ficar sem cinto, você pode se machucar”. Mas cada criança é uma criança, não é mesmo? A estratégia que você usa com seu filho não necessariamente vai funcionar com o meu. Agora, eu paro o carro, coloco o cinto dele de volta e mostro: “Olha o cinto de mamãe, está vendo? Mamãe está de cinto! Todos no carro estão de cinto. Cadê o seu?”, e depois completo: “Ficou bonito de cinto, olha só!”. Ele se acha o máximo e, mesmo quando está chateado e chorando, agora costuma obedecer.

É segurança, mamães. Não vacilem. Nada de pensar “É tão pertinho, já já a gente chega, deixa ele sem cinto mesmo”, ou “Pode levá-lo no braço, o caminho é curto”. Os acidentes acontecem. Está certo, o blog aqui é “Mãe na real”, mas com segurança a gente não pode vacilar não.

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