segunda-feira 12 de janeiro de 2015

Muito além do cordão umbilical

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Que o vínculo entre mãe e filho é algo muito forte todo mundo sabe. Mas o que muitos não sabem é como e quando começa essa relação. Quando o bebezinho ainda é um feto, lá na barriguinha da mãe, já começa o processo de comunicação, uma troca íntima e profunda. E essa ligação é muito importante para o feto, que precisa se sentir amado e desejado para que seu desenvolvimento seja saudável. 

Mas esse vínculo não é algo automático, é gradativo, ou seja, acontece aos poucos e é preciso muito amor e compreensão por parte da mãe. Eu sei, eu sei, nesse início existem mil incômodos, como enjoo, mal-estar, dores… Não se preocupe, no primeiro trimestre, o feto ainda não é capaz de registrar as emoções. “Após os três primeiros meses, o feto começa a formar sua personalidade e, assim, pode dar significado às emoções sentidas pela mãe”, explica a pediatra paulista Flávia Fernandes.

Na verdade, mamãe, a sua ansiedade é até benéfica para seu bebezinho, pois isso o pertuba e faz com que ele comece a se conscientizar de que é um ser distinto, separado desse ambiente. Daí vêm as reações do pequeno, como dar pontapés e mexer-se mais ativamente. Não pense que ele está perturbado, isso é saudável. Mas, da mesma maneira, seu filhote já sente suas atitudes de compreensão, carinho e proteção. E isso o tranquiliza.

Pode parecer cedo, já que seu bebê ainda nem nasceu, mas o feto capta todas as emoções maternas. Então, demonstre seu carinho. Ele já sente, sim, e isso contribui para dar-lhe segurança. “O carinho da mãe pode ajudar para que o bebê nasça seguro de si”, diz a pediatra, que completa: “Do mesmo jeito, quando a mãe se mostra depressiva, sem amor, isso favorece para que a criança seja estruturada num clima de angústia e medo, interferindo em sua personalidade”.

Mas não entre em parafusos por qualquer tristeza, mamãe! Saiba que as preocupações passageiras e simples do cotidiano não oferecem risco ao seu bebê, já que elas não levam o organismo materno à produção de hormônios. O que pode afetar e prejudicar são as situações que provocam a produção intensa e contínua de hormônios, como a ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe.

Então, relaxe e curta o pequeno que está por vir. Se seu bebê já nasceu, nada de estresse, pois se o vínculo materno-fetal não foi consolidado durante o período de gestação, você pode tentar nos primeiros dias de vida de seu filho. Sempre com calma, paciência e muito, muito amor.

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