segunda-feira 05 de Janeiro de 2015

Como dizer “não” a um bebê?

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Cozinha não é lugar de criança. Nem cozinha e nem área de serviço. E por um motivo muito simples. Aliás, vários! Na cozinha estão facas em gavetas que seu filho pode alcançar, fogão quente por conta do forno ligado, panela no fogo que pode virar e cair, chão molhado, resto de comida no chão e uma infinidade de coisas que não são – nem de longe – legais para sua criança. Na área de serviço tem produtos de limpeza que são um perigo enorme se ingeridos. Mas os bebês são insistentes e, se der mole, lá estão eles quase alcançando a panela do fogão. E você precisa dizer “não”, mas como?
 
Não subestime seu filho, mamãe. Não pense que essas coisas não acontecem na sua casa, que você vai deixar ele entrar na cozinha rapidinho só enquanto você está preparando o café, mas está de olho nele. Os acidentes acontecem por um discutido rápido e, mesmo que você esteja de olho atento, deixar seu filho entrar na cozinha faz com que ele entenda que pode, mesmo na sua ausência. 
 
E o que a gente faz? Proíbe? Coloca uma grade de proteção? Sim, isso ajuda, para ele saber onde estão os limites, explica a psicóloga paulista Carmem Fonseca. “A criança, mesmo enquanto muito bebezinha, precisa de limites e entender que nem tudo é permitido”. Mas isso pode ser feito de maneira suave, sem aquele grito de “não poooooode” ou “saia daí!!!!!!!”. “Converse com seu filho. Explique quais os perigos da cozinha e da área de serviço. Se for o caso, coloque sua mãozinha próxima do fogo, no fogão, para ele perceber o ar quente. Diga que é quente e que aquilo doi”, explica a psicóloga. E sempre que seu filho cair ou se machucar, lembre de repetir palavras como “doeu”, “doi”, “machuca”. Ele precisa associar a dor a essas palavras. Então, quando você explicar que o fogo doi, ele vai entender.
 
Você não precisa usar a força ou o grito para fazer seu filho evitar os lugares proibidos. Só precisa explicar. Ele fica chorando na porta do cozinha, querendo entrar? Vá lá, mil vezes, e explique tudo de novo, com as mesmas palavras, com o mesmo carinho. “Se você abrir a porta uma vez por não resistir ao choro dele, ele vai entender que basta chorar que a mamãe atende seus pedidos”, disse Carmem. Entendeu, mamãe? Se o choro do seu filho não é de dor, você não precisa entrar em pânico para atender logo. Vá lá com calma e converse. Mas não ceda.
 
Carmem lembra que você deve explicar tudo mesmo achando que ele não vai entender. Não diga só o “não”. Explique! Explique tudo. Com o tempo ele começa a entender, sim. E já vai se acostumando com o que pode e o que não pode. E, principalmente, não pode porque é perigoso. Você explica e ele entende.

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