quarta-feira 10 de dezembro de 2014

O que pode e o que não pode comer?

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Muitos pais, principalmente os de primeira viagem, sabem dos cuidados da alimentação do bebê nos primeiros meses de vida, seguindo o “cardápio” tradicional de leite e introdução de frutas, legumes e outras comidas. Mas à medida em que a criança cresce, os pais se perdem sobre o que a criança realmente pode consumir. Isso acontece com você?

A gente sabe que a criança já está praticamente liberada para “comer tudo”, mas esse “tudo” deixa de fora frituras, gorduras e excessos, principalmente de sal e açúcar. Aí fica difícil porque você está na rua com seu filhote, chega a hora do almoço e você fica naquela dúvida do que realmente pode ou não pode.

Nessas horas, a ajuda do pediatra não vai nada mal. E é por isso que eu conversei com o médico pediatra José Cláudio Monteiro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC). Ele é diretor do Departamento de Assistência à Saúde da Prefeitura de Jaguariúna e professor da PUC, em Campinas, e sabe muito sobre alimentação de crianças.

Segundo José Cláudio, tanto na alimentação infantil, quanto na do adulto, é necessário respeitar a regra básica de que quanto mais natural o alimento, melhor ele é. “A refeição deve ser variada, colorida, com pouco açúcar e sal, e deve-se evitar frituras e alimentos industrializados”, conta o médico.

E diz mais: “Por estarem muito longe de serem naturais, guloseimas, enlatados, balas, salgadinhos e frituras também devem ser evitados”.

Tudo bem, a gente sabe. Mas e quando a gente está fora de casa sem poder preparar o alimento do nosso pequeno? Bem, Dr. Cláudio dá a dica: procurar restaurantes tipo self service e fazer um prato bem colorido com grelhados, evitar frituras e muito sal. Também podemos optar por massas com carne (almôndegas ou nuggets assados). Aí não tem erro, viu? Se o restaurante for a la carte, vá de arroz branco com grelhados (carne, frango ou peixe, lombo ou bisteca de porco) e um vegetal colorido refogado (cenoura ou mandioquinha).

De acordo com pediatras, depois de  aninho de vida, o alimento pode levar sal, sim. Mas – por favor – sem exagerar, mamãe! Não é porque você adora sal – e nem deveria! – que seu filhote só vai gostar da comida se estiver bem salgada. O sal é um dos alimentos nocivos para as crianças, pois traz risco de hipertensão arterial na vida adulta.

E o açúcar? Em que momentos a gente pode dar chocolates para a criança? A partir de que idade e em que ocasiões? O açúcar é outro alimento que requer cuidados para crianças, pois traz risco de diabetes tipo 2 na fase adulta, explica o médico. “Chocolate não é nocivo em quantidades módicas, mas é preciso observar casos e lembrar da alergia a proteína do leite de vaca (chocolate ao leite)”, diz José Cláudio.

Sobre aqueles lanches enquanto estamos na rua, nem sempre os pais têm frutas e outros lanches saudáveis
em mãos. Nesse caso, o que oferecer à criança? Barra de cereais ou algum salgado assado, é a dica do pediatra, que fala ainda sobre o lanche na escola: “A escola é o local onde as crianças vão trocar experiências com os amigos da mesma idade. É importante nesta fase incentivar o consumo de frutas e
legumes cortados, além de queijos e iogurtes naturais”.

E para seu filhote crescer bem saudável, lembre-se que alimentos dietéticos e adoçantes devem ser evitados na infância. Nada de produtos light ou muito conservantes. Os industrializados, como aqueles potinhos prontos servem somente em último caso, como viagens longas, quando os pais não têm como parar para dar uma alimentação saudável para as crianças. É preciso sempre priorizar alimentos naturais feitos por eles especialmente para os filhos.

Presta atenção nisso, mamãe. Às vezes a gente pensa que é besteira e que não tem nada demais a criança comer um bocado de porcaria na rua. Não é uma questão de privá-la das delícias da vida. Quando o paladar é acostumado com a comida saudável, a gente acaba preferindo mesmo. Não deixa de ser gostoso também. Um brigadeiro pode? É claro que pode. Nas festinhas e passeios, de vem em quando e em pequenas quantidades, nada disso faz tão mal. Só fica ligada nos excessos e no dia a dia. Segundo José Cláudio, nessa fase de crescimento, alguns nutrientes são essenciais para acompanhar essa evolução e sua ausência pode causar dificuldades de desenvolvimento. “No caso da falta de algum nutriente, o médico pode indicar suplementação vitamínica para suprir qualquer carência. Existem no mercado, suplementos
desenvolvidos especificamente para cada faixa etária. A vitamina certa, na
medida certa”, diz.

Sim, e mais uma coisa, não adianta muito você quer convencer seu filho a se alimentar de maneira saudável se você não dá o exemplo em casa, heim? Procure também manter esses hábitos. Os filhos tendem a ter os pais como exemplo e assim vai ser fácil livrar seu pequeno de tantos males que poderiam surgir mais para frente. 

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