segunda-feira 04 de agosto de 2014

Um ano como mãe

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Era um domingo de sol em 4 de agosto de 2013. A expectativa de nove meses terminava ali. Há um ano eu vivi o dia mais feliz da minha vida e conheci o amor mais forte que existe. Há um ano escutei o choro mais esperado e senti o calor do corpinho mais gostoso colado ao meu. Começava naquele momento uma nova vida. Dele e minha. Uma vida cheia de surpresas com novidades todos os dias.

E que novidades! Por um ano, sorri mais, chorei mais, senti mais medo, mais dor, mais cansaço, mais disposição. Um ano acompanhando a evolução do meu filho e me surpreendendo com cada novo gesto. A primeira vez que fixou seu olhar no meu, o primeiro “besourinho” que fez com a boca, a hora que passa a comer uma fruta, a primeira vez que bate palmas, e também quando bate na água, brincando na banheira, a hora que diz “mã mã” e te faz flutuar de felicidade, a primeira risada gostosa, o momento em que estica os braços querendo “mamãe”, os primeiros passinhos. Os gestos mais simples do mundo e – quem explica? – nos deixam emocionadas. 

Quando as pessoas dizem “curta porque passa rápido” a gente realmente não acredita. Quando dizem “sinto saudade de quando meu filho era um bebê” você também não consegue acreditar. Porque além das lágrimas de emoção, há lágrimas de dor. Dói o corpo, dói a cabeça, cansaço físico e mental e você não sabe dizer o que é pior. E tem dor maior. A que sentimos quando a dor é no filho. Sim, há muitas lágrimas de dor quando ele está doente, quando chora alto e você não sabe como ajudar. Dói mais em você quando seu filho sente uma cólica, quando tem uma gripe, quando tosse e não consegue dormir. E você não dorme também. E não é o seu sono que importa, mas a saúde do seu pequeno.

Mas isso passa. Tudo passa. Os momentos de dor parecem intermináveis, mas passam. E quando passam você entende que foi rápido. Quando passam, passou também o tempo e seu filho cresceu mais um pouco. E você começa a acreditar que, sim, passa rápido. Ele cresce. Quando você se dá conta de quantas fraldas trocou, quantos leitinhos já deu, quantas lágrimas enxugou, quantas vezes viu o sol nascer, …um ano! Ele completa um ano. E você olha para trás e diz “como passa rápido”e “que saudade de quando meu filho era um bebê”. Mas ainda há um mundo de novidades por vir. Ainda há muita evolução e muitos novos gestos para nos deixar admiradas. E como sabemos que isso tudo também vai passar depressa demais, temos a chance de lembrar disso e curtir cada minuto. Que venham novas lágrimas. De dor, de aprendizado, de saudade, mas, principalmente, de emoção.

 

 

 

 

 

 

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