segunda-feira 05 de maio de 2014

E quem disse que é fácil?

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Outro dia desse, uma amiga minha, que tem uma filha uma besteirinha mais nova que meu filho, conversou comigo sobre o sufoco pelo qual está passando com as noites não dormidas e a tentativa de conciliar trabalho com o sentimento de abandono por deixar a filha sozinha com a babá, e me perguntou: “Como você consegue estar aí firme e forte, tão disposta?”. A resposta foi “E quem disse que eu consigo?”.

Algumas mães têm a sorte de ter um bebê que dorme a noite inteira e não dá trabalho algum, mas em geral eles acordam de madrugada e em muitos casos acordam muitas vezes em uma única noite. Para muitas mães, o resultado no dia seguinte é estar um bagaço no trabalho, sabendo que, ao fim do dia, voltarão para casa e a próxima noite vai ser a mesma coisa. E quem disse que isso é fácil? 

 

Mas é preciso estar firme e forte, não é? É preciso levantar para trabalhar, é preciso aprender a delegar as atividades necessárias para seu filho, é preciso saber viver com um bebezinho. Assim como muitas mães, é claro que existem madrugadas que, depois de dar de mamar, eu volto para a cama e, ao invés de dormir, eu choro. Choro e digo “Não aguento mais isso. Até quando?”. Depois passa. Lembro que meu filhote precisa de mim e que isso faz parte de ser mãe. Até quando? Paciência, um dia ele dorme a noite toda, nem que seja com três anos de idade – não é possível! 

 

É difícil, sim, e nem sempre estamos tão dispostas no dia seguinte. Como eu faço? Tomo um bom banho, respiro fundo e digo a mim mesma: “Vamos lá, enfrentar mais um dia. Isso vai passar”. Daí eu me encho de energia e chego no trabalho com todo gás. Sei que muitos lá nem imaginam que posso ter passado a noite praticamente acordada. E quando seu filho está doente ou tem dentinho nascendo? Aí, além de dar o peito, você passa um bom tempo ninando seu bebê até ele dormir, e isso pode significar vários minutos com sono e balançando o bebê. Seus olhos querem fechar, sua cabeça pesa, suas pernas mal aguentam em pé. 

 

Como eu consigo? Como toda mãe. A gente precisa e pronto. É cansativo, sim. E eu também tenho meus dias de “Não aguento mais!”. Mas a gente aguenta. Aguenta porque ama, porque precisa, porque faz parte de ser mãe. Na real.

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