segunda-feira 03 de Fevereiro de 2014

Bebês adolescentes

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Na semana passada, a gente falou, em vários textos, sobre as crises dos bebês. E foi um assunto tão curioso e tão acessado que vale a pena continuar essa conversa. Por exemplo, você já ouviu falar na fase da adolescência do bebê? E como lidar com isso?

Em inglês, o termo é “terrible twos”. Acontece por volta dos dois anos de idade, quando a criança entra em uma fase conhecida como adolescência do bebê. Se seu filho chegou a essa idade, você pode perceber que ele, de uma hora para outra, ficou mais malcriado, birrento e cheio de vontade. Até os bebês mais tranquilos podem passar por isso. Achou pouco? Eles podem ainda se jogar no chão, bater a cabeça na parede e agredir as pessoas. Ninguém está dizendo que lidar com isso é fácil. Ainda vou chegar nessa fase com meu filhote, mas pediatras dizem que é tudo administrável!

Essa mudança no comportamento pode começar com um ano e meio e durar até os quatro anos de idade. A criança começa a contrariar os pais, mas especialistas dizem que é normal. É nessa fase que estão acontecendo mudanças importantes na cabecinha de seu filho, com o rápido desenvolvimento cerebral. Por conta isso, há um aumento na competência linguística, ou seja, aumenta sua capacidade de falar, e na organização do pensamento. A criança percebe que pode explorar o mundo e isso dá a ela uma autonomia danada. Ela entende que já pode tomar algumas decisões por conta própria e aí, já viu!

Tenha calma. Antes de pensar em bater na criança – e eu, particularmente, sou contra essa violência – tente compreender a fase pela qual está passando o seu pequeno. De acordo com especialistas no assunto, não vai adiantar conversar ou pedir ou gritar com a criança. E nem castigo adianta, já pensou? Pois é. Afastar seu filho das outras crianças só vai fazer com que essa agressividade demore ainda mais para passar. 

A psicologia diz que essas reações da criança não são pura agressividade. É apenas um fase de aprendizagem. Ela está experimentando, entendendo, percebendo as coisas. A forma que os pais têm de fazer esse período passar mais rápido é agindo com amor e carinho. Seu filho gritou, esperneou e disse que nãããão vaaaaai colocar o sapatooooooo? Tente manobrar isso, fique calma, distraia sua atenção. Mas não a deixe sair sem sapato, se você acha que não está certo. É importante colocar os limites, mas de maneira suave. A criança precisa aprender que há coisas que pode fazer e coisas que não pode.

Também é importante não negociar no momento da crise. Se na fila do supermercado seu filho espernear querendo levar o salgadinho, não ceda e também não grite com ele. Os pais precisa manter a calma. Tente abraçá-lo, mesmo que ele não aceite muito bem isso. Deixe a histeria passar.

Outras dicas são importantes. Por exemplo, no momento do aperreio, não diga a seu filho que se ele fizer isso você não vai gostar mais dele. Não ameace, isso só vai deixá-lo ainda mais inseguro. E evite a sobrecarga de atividades, como escola (ou creche), esportes, etc, pois ele precisa do convívio com a família.

Também é importante incentivar a independência! Estimule a criança para que ela faça sozinha as tarefas, como colocar uma roupinha, amarrar o sapato. Lógico, tudo dentro de sua capacidade. E deixe que ela tome decisões sozinhas, escolhendo a roupa que vai usar ou o sabor do sorvete. Quando perguntar, numa festa, “Mamãe, posso tirar o sapato?”. Ao invés de responder, lance a pergunta: “O que você acha? Acha que pode tirar? Tem vidros no chão?”.

É difícil, mas dê sempre amor e carinho. Quando seu filho bater o pé e se jogar no chão, não é de umas palmadas que ele está precisando, mas de sua atenção, sua compreensão e sua paciência. Essa fase vai passar, mamãe. Ajude seu filhote.

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