sexta-feira 17 de Janeiro de 2014

E a vida segue

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Tudo que envolve filho mexe muito com a gente. É algo tão forte, que às vezes chega a doer…

Quando eu estava grávida, ouvi muita gente dizer “Você vai ver o que é amar um filho. Não existe sentimento mais forte”. Existe mesmo não. Antes de ter filho, a gente pensa que sabe o que é esse amor, mas não sabe nada. Ainda não sei como isso se dá ao longo do tempo, mas pelo menos por enquanto, que meu bebê é novinho, sinto como se minha vida agora girasse em torno dele. O resto agora simplesmente faz parte, mas o sentido mesmo da minha vida é ele.

E aí você começa a experimentar os setimentos mais intensos, seja por alegria ou tristeza. O seu dia pode desmoronar porque você foi trabalhar e deixou ele choroso ou doente em casa, assim como um sorriso e uma boa recuperação de um resfriado podem fazer você querer abraçar todo mundo no meio da rua. Se você está grávida, não tem ainda noção do que é isso. Não tem mesmo. Quando seu filho nasce, acho que o sentimento é de proteção. Você pode ainda não sentir o amor o qual me refiro, até porque isso vai se construindo aos poucos e vai aumentando a cada olhar, cada toque. Mas depois vai entender o que toda mãe fala e a gente não imagina.

Sim, tudo o que envolve filho mexe demais com a gente. E quem tem filhos mais velhos garante que isso nunca muda. A preocupação é a mesma, o amor é o mesmo e a aflição por uma doencinha, também. Hoje, um problema no trabalho fica irrisório se no mesmo dia meu filho se alimentou bem e está super tranquilo. Da mesma maneira, hoje um trânsito mais intenso pode me fazer ter vontade de gritar, se neste dia vi que o filhote está com uma assadura e chorando muito. 

Entendeu? Viu como é confuso esse sentimento? E o que é que a gente faz com isso? Administra. Sim, temos que aprender a administrar, ou então vamos acabar saindo por aí brigando com todo mundo porque estamos num dia péssimo por conta de uma febre que o bebê tem. Temos que administrar. Separar as coisas. Resolver o problema de nosso filho sem deixar que isso interfira nas outras coisas em nossa vida. Quando seu bebezinho nascer, você vai entender o tamanho do amor que se fala, mas também vai perceber como isso tudo toma conta da gente. E vai ter que aprender a controlar esse sentimento e não deixá-lo te sufocar. Estou tentando fazer isso. Afinal, a vida segue. Com filho, com um amor indescritível, mas a vida segue.

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