quinta-feira 30 de janeiro de 2014

A independência: mais uma crise

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Esta semana estamos conversando sobre as crises dos bebês. Pois é, é tanta coisa que envolve o mundo desses pequenos que a gente nem imagina. Ele sempre dormiu bem à noite e, de repente passou a acordar muito? “É dentinho nascendo!”, a gente pensa logo. Mas não necessariamente. Existe o lado psicólogo. Sim, nosso bebês crescem e também há uma série de fatores que podem perturbar a cabecinha deles até eles se acostumarem com a nova situação. 

Por volta dos 7 meses, por exemplo, a criança começa a compreender que é independente de você. Isso mesmo, essa hora iria chegar mais cedo ou mais tarde. Esse é um dos seus mais importantes saltos cognitivos, mas – não tem como ser diferente – isso vai mexer muito com seu bebê. Ele vai ficar ansioso porque o elo que tem com você é tão forte que basta você se ausentar um minutinho para ele cair no choro.

Uma pesquisa britânica comprovou que os bebês com menos de um ano não sabem de sua própria existência. Foram colocados vários bebês em frente a um espelho para se observar se eles entendiam que os movimentos eram deles mesmos. Não entenderam. Os bebês tentaram tocar no reflexo achando que eram outras crianças. Depois os cientistas pintaram a ponta do nariz deles e, ao invés de eles tocarem em seus próprios narizes, voltaram a tocar o espelho.

Dentre as brincadeiras com o bebê nesta fase, está uma muito aconselhada por psicólogos, que é a de “Cadê a mamãe? Achou!!”. A mãe se esconde, ou coloca um pano em sua frente, e em seguida aparece, fazendo a criança entender que a mamãe some, mas volta. Essa fase dura mais ou menos até um ano de idade, em geral.

E especialistas dizem: nada de sair de fininho, escondido. Se você precisa ir trabalhar, ou está deixando seu bebê na escolinha e ele chora, não suma, não engane seu filho. É pior, pois ele sentirá mesmo a sensação de abandono. Vai ficar ainda mais assustado. Explique para onde vai e que retornará. Com o tempo ele vai entender, mesmo que até lá ele continue chorando sempre que você vai embora e você saia com o coração na mão, chorando também. 

É difícil, assim como tudo que mexe com a gente a vida inteira. Não pense que com os bebês é diferente. Entenda cada probleminha que passa  por aquela cabecinha e seja paciente e carinhosa. Inclusive durante as madrugadas. Ele precisa de você, de sua ajuda, de sua compreensão.

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