quarta-feira 29 de janeiro de 2014

A crise do triângulo familiar

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Ontem falei da crise dos três meses, quando o bebê começa a descobrir que ele e a mãe não são a mesma pessoa e que existe a possibilidade de ele se afastar dela ou até mesmo perdê-la. Pois bem, saiba que depois de superada essa fase, seu bebê deve passar por outras crises. E tudo é descontado no sono, na falta de apetite e ele fica irritadinho. Ou seja, além de seu filhote não estar bem, suas noites de sono voltam a ser comprometidas.

Quando o bebê tem entre cinco e seis meses de idade, outras perturbações chegam à sua cabecinha. Começa aí a chamada crise da formação do triângulo familiar. Que danado é isso? Simples: é quando a criança começa a perceber o pai. Por mais presente que esse pai tenha sido desde o nascimento do filho, por mais fralda que tenha trocado e mais leitinho que tenha dado – não fique com raiva não, papai – somente agora seu bebê entende quem é você (progenitor) nessa história. Isso é em geral, lógico, porque é a mãe que usufrui da licença maternidade e fica ali vinte e quatro horas por dia com o bebê. Então perto dos seis meses se dá início à formação do triângulo – e da crise.

Não há como ter certeza de que ele está passando por está crise. Aliás, quem tem bebê sabe que quase nada se sabe com certeza. O que você jura ser cólica pode ser choro apenas por sono, por mais que ele encolha as pernas e grite. Não se tem muita certeza de quase nada mesmo, mas alguns sintomas da crise do triângulo familiar são certos, como a falta de apetite e transtorno no sono. Pode ser dentinho nascendo? Pode. Afinal, em muitos bebês os dentes começam a nascer nessa fase. Então é preciso diferenciar.


Mas, aqui pra nós, mamãe, essa crise não atinge somente os bebês, mas as mães também. É quando ela se dá conta de que, para o filho ser feliz e saudável, ele precisa ter uma relação a triangular e não uma relação de cordão umbilical com você. É hora do pai entrar em ação e cortar essa simbiose.


Então, agora que você entende o que está acontecendo e entende porque você certamente andava agitada, com um sentimento de posse sobre seu pequeno, vamos trabalhar isso na sua cabeça. Aceite o amor que outras pessoas também podem dar a seu pequeno. Até porque – não esqueça disso – você vai continuar sendo a pessoa mais importante na vida de seu filho. 

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