sexta-feira 13 de dezembro de 2013

Contar ou não a verdade sobre Papai Noel?

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Ainda falta muito para meu filho começar a falar e entender o que é o Natal, mas outro dia eu estava pensando “E quando ele perguntar se é verdade que Papai Noel existe, eu vou dizer o quê?”. Mentir ou destruir a fantasia da criança?

Nem uma outra nem outra. É possível deixar essa fantasia permanecer na cabecinha de seu filho sem que a mamãe passe por mentirosa. Sim, porque um dia ele vai saber que o bom velhinho não existe e você terá passado um mau exemplo, além de contribuir para seu filho não confiar mais em você. Tudo bem, mas o que devemos dizer, então?

Bem, antes de mais nada, é importante que os pais embarquem nessa fantasia porque a crença em tudo de mágico que o Natal traz estimula a imaginação e a criatividade da criança. Acreditar em figuras imaginárias, como o Papai Noel, segundo a psicologia infantil, enriquece o imaginário e ajuda na exploração das ideias. Isso contribui para que ela lide melhor com seus sentimentos, atendendo às fantasias de onipotência próprias da primeira infância. Assim como é válido acreditar em super-heróis, acreditar que existe um velhinho que possa atender a seus pedidos faz parte.

Mais que isso. O Papai Noel é um cara de uma bondade incondicional, que espera bons comportamentos dos pequeninos e então pode se tornar um modelo importante para a identidade da criança. Estamos falando de um modelo de generosidade e amor ao próximo.

Mas se seu filho descobrir toda a verdade, não insista na mentira. Psicólogos dizem que geralmente a partir dos sete anos – a idade pode variar, de acordo com os estímulos em cada casa – a criança começa a entender, comparar informações e a perceber que era tudo fantasia. Daí, é bem provável que, mais cedo ou mais tarde, seu filho olhe para você e pergunte: “Papai Noel existe mesmo?”. E aí?

De acordo com especialistas, se a criança é muito novinha, antes dos seis anos, a melhor resposta é aquela que fica em aberto. Você pode revidar com outra pergunta “O que você acha, filho?” e perceber até onde ele quer ir. Se ele disser que acredita, pergunte porque, pergunte como ele acha que é o Papai Noel, como ele faz para entregar os presentes e deixe ele próprio dar asas à sua imaginação, contando-lhe tudo. Você pode complementar: “Se você acha que é assim, então deve ser…”.

Se essa criança tem irmão mais velho, certamente descobrirá logo a verdade. Daí, paciência. Se o pequeno já entendeu  tudo, abra o jogo. Mas com calma. Uma boa resposta seria “Se dentro do seu coração, você acredita, então ele sempre vai existir aí dentro”. Mamãe não está mentindo, está? Minta não. Seu filho confia em você e isso não pode ser quebrado. Se ele já está naquela idade de juntar lé com cré, entender que as renas não podem voar e perceber que é tudo de mentirinha, seja franca com seu filho. Conte que é uma fantasia bonita que todos vivem no Natal. Uma brincadeira gostosa para viver com toda a família. Papai Noel existe sim, ele é personagem de uma bela história. Mas não insista em dizer que o tal velhinho existe de verdade se a criança já entendeu que não.

E não se preocupe com as frustrações. Psicólogos garantem que a tristeza, se existir, é momentânea, até porque as crianças tendem a transferir para os pais a figura do Papai Noel. Por isso é bom, quando elas descobrirem a verdade, pensarem que o bom velhinho era seu próprio pai. Até lá, relaxa e deixa Papai Noel existir no coração desses pequenos.

1 comentário

  • Xannon

    the bigger question in all this is not the first amendment, nor academic freedom, nor whether or not this guy will become the new poster boy for right wing idiots to claim liberals are out to get religious guys. The question is why bbell thinks this is a &#ilr0;s28ppe2y slope.”

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