segunda-feira 21 de outubro de 2013

Voltar ou não voltar ao trabalho?

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Por mais que tenha uma vida super ativa, depois que tem um filho muitas mães pensam em largar o trabalho para se dedicar inteiramente à criança. Algumas só chegam a pensar nisso mas logo desistem da ideia. Outras largam mesmo. E por vários motivos, que vão desde o custo de uma babá ou berçário à dor na consciência por deixar o bebê. Para muitas mães não é uma decisão fácil. Não é mesmo.

No meu caso, apesar de saber que vou ficar com o coração na mão nos primeiros dias de retorno ao trabalho, não passa pela minha cabeça largar a profissão. Estou adorando ser mãe e cuidar do meu filho, mas há sim esse outro lado: existem mães que são tão agitadas e afinadas com a profissão que não vêem a hora de poder voltar à ativa. E, se é o seu caso, nem se culpe por isso. Psicólogos garantem que você não é menos mãe e nem ama menos o seu filho porque “não-aguenta-mais-isso”. A rotina do bebê em seus primeiros meses é cansativa mesmo. E não apenas fisicamente, cansa a cabeça. Cansa passar o dia lidando com choro, xixi, cocô, banho, mamada, choro de novo, balançada para fazer dormir, xixi, cocô, mamada e mais choro. Sim, você ama seu filho e quando olha para ele sabe que tudo compensa. Mas não se culpe por achar a rotina cansativa. Não se culpe pela necessidade de querer de volta sua rotina no trabalho.

De acordo com especialistas no assunto, vale a pena conversar com a criança e dizer frases como “mamãe volta daqui a pouco”. Isso transmitirá segurança ao seu bebê. Lembre-se que a separação é um processo natural. O negócio é “como” se separar. Aí está o segredo para deixar a criança segura ao não. A psicologia infantil não aconselha a mãe a se ausentar escondido “enquanto a criança está distraída”. Uma hora seu filho vai perceber que você sumiu e vai sentir medo, ou até achar que você o abandonou. Converse sempre, mesmo que ele chore. Explique com carinho que “mamãe vai trabalhar, mas volta em ‘tantas’ horas”.

No entanto, muitas vezes a mãe sabe que vai precisar deixar o emprego porque coloca os custos na balança, percebe que terá que contratar uma babá ou pagar um berçário e seu salário não compensa. É uma questão financeira. Muitas pessoas não têm a ajuda de uma mãe ou tia ou sogra. E há ainda quem realmente acredite que será melhor para a criação de seu pequeno essa dedicação mais próxima. Cada caso é um caso.

Mas nem sempre a decisão de largar o trabalho é caso pensado. Há mães que depositam na criança seus motivos pessoais. Dizem que é pela educação dela, mas na verdade é a sua insatisfação no trabalho que a faz colocar o filho como “desculpa”. Aquelas que têm alguma frustração ou simplesmente não gostavam tanto do que faziam acreditam que têm agora um bom motivo para largar tudo. Pense nisso, porque depois vai cobrar da criança, mesmo que inconscientemente, a frustração de não ter se realizado profissionalmente.

Outras acham que não suportarão a separação. Desde o início, quando os filhos ainda são recém-nascidos, as mães sabem que sentirão uma saudade tão grande que… “Ah, quero nem pensar nisso ainda. Deixa chegar a hora”. Sim, é por elas mesmas. Não necessariamente porque o bebê precisa de você, mas é você que precisa dele. É você que acha que não vai aguentar.

Não é brincadeira não. Vai passar vinte e quatro horas por dia com seu bebê, para ver. Vai ficar ali ao lado dele, na alegria e na tristeza, acompanhando cada evolução, enxugando cada lágrima, emocionando-se com cada sorriso, resolvendo cada probleminha dele. Vai ficar com ele nas madrugadas, com sono, mas feliz em estar dando de mamar e matando a fominha dele. Não existe nenhum laço mais forte e consistente que o de mãe e filho. É um apego tão grande que, alguns meses depois, voltar ao trabalho é, para muitas, um martírio.

Psicólogos dizem que o melhor, nesse caso, é pensar que todas as mães passam por isso e elas sobrevivem depois que voltam à ativa. Sim, querem morrer na primeira semana, choram na segunda semana e depois dão um jeito de passar em casa na hora do almoço para ver o filho. Mas sobrevivem. Há os especialistas que defendem a ideia de você fazer pequenos testes, antes de terminar a licença maternidade, ausentando-se por alguns minutos para amenizar o impacto da distância e ir passando segurança ao filho.

Se ainda faltam alguns meses para você tomar essa decisão, não sofra antes do tempo. As coisas mudam, o pensamento da gente também. Em alguns meses você vai até se sentir mais segura com a relação que construiu com seu filho e sabe que não vai abandona-lo só porque vai voltar a trabalhar. Lembre-se que é também por ele que você precisa trabalhar. É para lhe dar uma qualidade melhor de vida e também para sua cabeça estar boa e você feliz o suficiente para criar seu filho sem cobranças.

Mas se sua decisão foi de deixar mesmo a profissão, não coloque na cabeça que “depois, quando eu quiser, eu retomo minha profissão”. É mais difícil quando há um afastamento longo. Tome a decisão de caso pensado. Se tiver que deixar o trabalho é porque você acredita que vai ser melhor para a família e para a educação de seu filho. Mas sem cobrar a ele por isso, sem ficar frustrada em ter abdicado de sua vida profissional e sem fazer isso porque você “não iria aguentar de tanta saudade”. Pense, converse com sua família, veja o que realmente é melhor para você e para o seu filho. Se ainda estiver na dúvida e com o coração na mão, deixa chegar a hora. Sim, não se antecipe, relaxe e curta seu filho.

1 comentário

  • Os filhos pra mim sempre estarão em primeiro lugar….na minha opinião as mães devem cuidar de seus filhos até que eles se tornem "independentes". O emprego…tem vários por ai….filho é um só. Nada vale mais do que você ver seu filho dando os primeiros passos, as primeiras palavras, brincadeiras….Não vale a pena deixar seu filho com outras pessoas por causa de um mero emprego. Vou

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