terça-feira 03 de setembro de 2013

Só um chazinho, pode?

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Até os três meses de idade, o bebê pode apresentar cólicas. Esse é talvez o grande motivo de desespero de muitas mães, porque a criança chora muito, você não tem certeza do motivo, não sabe como acalmá-la e isso ainda lhe rende várias noites perdidas de sono. Aí vem aquela tia-avó com uma receita milagrosa de um chá de qualquer coisa. E agora? Pode ou não?

O argumento das nossas mães, tias e outras pessoas mais velhas da família é bem convincente: “No meu tempo as crianças tomavam os chás e ninguém nunca morreu”. Pois é, mas não é porque não morreu que não vai fazer mal, não é mesmo?

É preciso ter cuidado com as receitas caseiras. Inclusive com água, quando a pessoa em questão é um recém-nascido. Muita gente pensa que só porque se trata de um produto natural vai fazer bem. Veneno de rato também é natural. Passar limão na pele e expor ao sol (tudo natural) vai te render uma bela queimadura de terceiro grau. Pois bem, de acordo com pediatras, o leite materno é suficiente para nutrir, hidratar e acalmar o bebê, além de suprir todas as suas necessidades. O problema em dar água ou chá é, principalmente, a substituição. A criança deixa de tomar o leite e ingere uma quantidade menor de proteínas e calorias necessárias para o seu desenvolvimento. Tem mais: os chás contém estimulantes que deixam o bebê agitado. E se você servir com açúcar, pior ainda, porque os grãos podem fermentar e, aí sim, causar cólicas.

Se você ainda está grávida, os cuidados valem desde agora, viu? Mesmo durante a gravidez, é preciso ter cuidado na escolha da erva, pois algumas são comprovadamente abortivas e, justamente por isso, os nomes dessas plantas não são divulgados para a população, para evitar uso indevido, no intuito de interrupção da gravidez. Ainda dentre os não recomendados está o chá de canela, porque, segundo alguns especialistas, pode causar constrição sanguínea e contração dos músculos do útero. Também não se recomendam para gestantes o rosa, a erva-de-bicho, a buchinha do norte e o confrei. As ervas que contêm muita cafeína ou aceleram o metabolismo também devem ficar de fora da dieta da gestante. É o caso dos chás preto, verde, branco e mate.

 

Mas fique tranquila quanto aos chás tradicionais. Você pode tomar os de erva-doce, camomila e capim-limão. O chazinho é até recomendado para as grávidas. A bebida quente é revigoraste e acolhedora. Aliás, os chás de camomila, colônia, erva-doce e valeriana servem para quem sofre de ansiedade ou de dores leves. A camomila também vale para enjoos e dores estomacais. Mas, atenção, não deixe de consultar seu médico se houver alguma dor ou anormalidade na gravidez.

 

Agora vamos falar do seu bebê. Chorou? É cólica? Consulte o pediatra dele. Isso é regra. Não vai entupir o menino de chá de erva doce mesmo que ninguém na família nunca tenha morrido disso. Até os seis meses de vida, a recomendação é leite materno exclusivo (sim, nem água). Não há comprovação de que os chás servem para as cólicas. Eles até podem entrar no cardápio de seu pequeno, mas após os seis meses, quando outros alimentos passam a ser inseridos, por ordem médica. E o chá é sem açúcar, viu? E nem pense em outro adoçante.

 

Se o pediatra de seu filho liberou os chás, vamos aos mais indicados: apenas ervas reconhecidamente seguras, que não vão causar efeitos colaterais, como os de camomila, hortelã e erva-doce. Esqueça as plantas ricas em cafeína. E lembre-se que no tempo de sua tia-avó não havia tanta informação quanto existe hoje. Então, enquanto seu bebê é muito novinho, deixe o chá para servir às visitas.

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