terça-feira 27 de agosto de 2013

Posso deixá-lo dormir em meu quarto?

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Pela primeira vez, depois de pouco mais de vinte dias de nascido, meu filho dormiu no berço esta noite. As pessoas vão dizer “Acostume ele no berço desde o primeiro dia” ou, na pior das hipóteses, “Você é louca, acostumando seu filho a dormir no seu quarto? Você não vai conseguir fazê-lo dormir no berço nunca!”. Esqueça. Relaxe. Esse início de carreira como mãe é uma barra e é você quem vai estar ali, operada, com dor e tendo que levantar a cada duas horas (ou mais, a depender do sono de seu filho) para amamentar.

 

Quando eu ainda estava grávida, minha sogra disse “Coloque o berço em seu quarto. É muito cansativo ficar indo ao quarto do bebê a madrugada inteira”. Eu, que tinha lido livros sobre “Não faça isso! Acostume o bebê a dormir no quarto dele”, disse a ela que iria tentar deixá-lo no quarto dele mesmo, mas nunca tive um pensamento radical. Detalhe, não seja mesmo tão radical. Depois de um tempo tudo se ajeita. No primeiro mês, os sacrifícios já são grande demais para você se preocupar se pode ou não dar mamadeira uma vez na noite ou se o neném pode ficar em seu quarto. Então eu respondi a minha sogra: “Se houver necessidade, ele virá para meu quarto, sim”.

 

 

 

Houve necessidade. No primeiro dia. Nessas horas, ter um marido que além de tudo é um paizão contribui muito. Durante a primeira semana, Eduardinho chorava, meu marido o pegava no braço e me entregava para eu dar de mamar. Eu sequer saía da cama. Depois eu acordava meu marido para ele colocar nosso filho de volta no carrinho. No nosso quarto.

 

O carrinho de Eduardinho inclina em 180 graus. Vira uma caminha. E até agora era o berço de nosso filhote. Era prático. Depois que eu já me sentia melhor da cirurgia, comecei a eu mesma pegar Eduardinho sempre que ele chorava, para dar o peito. Na verdade, eu nem o esperava chorar. Quando ele resmungava, eu já me levantava. Mas percebi que ele bem poderia durar mais que duas horas para chorar de fome. Foi aí que resolvi deixá-lo dormir no quarto dele. Ainda no carrinho, para não estranhar. Ele passou essas últimas quatro ou cinco noites lá. E, de fato, algumas noites ele tem demorado mais que duas horas para chorar de fome. Ganhei um tempinho a mais para dormir.

 

 

 

Agora ele está no berço, finalmente. Achei melhor. Desde que ele foi para o seu quarto, eu utilizo a babá eletrônica para ouvi-lo chorar. O livro “Encantadora de bebês”, de Tracy Hogg, recrimina a babá eletrônica. Segundo a autora, você tem que abstrair essa vigilância durante a noite. “Se ele chorar, acredite, você vai ouvir”, diz. Não sei… Na minha casa, realmente, dá para ouvir quando ele chora alto. Mas tenho medo de estar num sono profundo e não escutar. Enfim, eu uso a babá eletrônica.

 

Então, deixe de besteira e de ser politicamente correta com as regras. O início é mesmo um desastre (leia a postagem “O primeiro mês é catastrófico”) e você precisa fazer o que lhe é mais conveniente. Não tem essa de “ele vai ficar mal acostumado”. Não tem isso com ele ainda tão novinho com um ou dois meses. Se você conseguir fazer tudo certinho e isso não é problema para você, ótimo. Mas se as madrugadas são mais longas que discurso de governador em entrega de obra, pense em você. E relaxa.

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