quarta-feira 21 de agosto de 2013

Pai não é mais coadjuvante

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O texto de hoje é para vocês mostrarem aos maridos. Ou companheiros ou simplesmente “pais dos bebês”. Isso para aquelas que moram com eles, lógico. Esse texto é para dizer o quanto essa presença, que não tem nada de coadjuvante, é importante tanto para você quanto para a criança.

E essa presença deve começar desde a gestação. É durante o desenvolvimento do filho que esses caras já podem dar uma força à mamãe e também fazerem seus filhos irem se acostumando com sua voz, seu calor. As emoções vividas pela gestante influenciam diretamente no desenvolvimento do bebê, isso já é comprovado. Então, quanto menos conflito e estresse na vida dessa mamãe, melhor para o seu filho. É importante o pai estar junto, acompanhando as consultas e exames.

Na hora do parto, quando questionado se vai entrar na sala da cirurgia ou não, é comum o pai dizer: “Deus me livre. Se eu entrar, eu desmaio”. Tudo bem, vamos respeitar as limitações de cada um. Mas é bom esse pai saber o quanto sua presença lá seria importante para a mamãe. Psicólogos garantem que isso faz a mulher se sentir mais segura. E, por experiência própria, é verdade. Por mais que você confie em seu médico e na equipe que a está operando, ter o calor do seu marido ali, em um momento de fragilidade, medo, receio, ansiedade e, muitas vezes, dor, é impagável. Sem contar com a emoção que esse pai terá assistindo a seu filho vir ao mundo. Sim, e saiba que você não deve pagar nada por optar a entrada do pai. O direito de a gestante entrar com um acompanhante está garantido, tanto no sistema público quanto no privado, na Fonte Resolução Normativa 167, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em janeiro de 2008.

 

 

Meu marido nunca pensou na possibilidade de não entrar na sala de parto. Desde sempre, queria acompanhar tudo. E não só esteve ali ao meu lado como não teve o menor receio em assistir à cirurgia. Não desmaiou. E levou seu filho nos braços, todo orgulhoso e emocionado, para mostrar à família, que esperava atrás do vidro do berçário.

 

E em casa, o pai pode fazer o que para ajudar? Ora, muita coisa. Ele pode dar banho no bebê, trocar fraldas, alternar quem atende a criança nas acordadas noturnas, colocar para arrotar enquanto a mãe descansa um pouco e principalmente sendo marido, sendo companheiro de sua esposa.

 

Também é o pai que pode fazer o papel de controlar o telefone e as visitas. Muitas vezes exausta, a mãe precisa descansar e se a família é daquela que faz questão de estar presente todos os dias (principalmente se for a família do pai) é mais delicado que ele estabeleça esses limites, com jeitinho. Ele precisa entender que muitas vezes a mamãe quer estar sozinha, sem “fazer sala” para ninguém. E seu cansaço pode levar a ser indelicada com as pessoas. Ajude a evitar isso.

Ao nascer, a criança precisa de referências e valores, mas também de afetividade. Se o pai não pode levantar no meio da noite para amamentar o bebê, pode ser o responsável pelo banho e outros momentos gostosos. A criança vai associar a presença desse homem a um momento bom. Esqueça essa história de que a mulher cuida do filho enquanto o pai luta pra trabalhar e levar o leite para casa. Eles precisam sentar junto, contar uma história, rolar no chão, brincar. O pai precisa dispor de um tempo efetivo para o filho. Saber qual a posição que acalma a criança e como fazê-la dormir. É muito bom a mãe saber que pode contar com isso quando estiver muito cansada ou precisar tomar um banho ou se alimentar. Além disso, ele está criando um vínculo e dando parâmetros de comportamento a seu filho.

 

Hoje se sabe que essa participação do pai é tão importante que sua ausência pode levar a consequências psicológicas à criança. No caso de morte ou pais que não assumiram a paternidade, é preciso trabalhar isso na cabeça do filho, para evitar sentimentos de rejeição. Ainda que não seja o pai, o modelo da figura masculina é fundamental para a criança, seja um tio ou um avô, para que haja reconhecimento do gênero.

 

Depois disso tudo, se prepare, papai. O verdadeiro sacrifício pelo qual a mãe passa com um bebê em casa nunca vai ser alcançado por você. Mas você pode amenizar, e muito, esse trabalho. E pense no seu filho. Pense no que vai fazer o maior sentido ele te chamar de “pai”.

 

Segue aqui abaixo, a homenagem do dia dos pais para inspirar esses homens que podem e devem se fazer presentes sempre.

 

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