sábado 13 de julho de 2013

Quem está certo?

Categoria(s): ,

 Por experiência própria, não divulgue quais os cuidados que você está tendo para manter a gravidez, assim como não revele o que você está ignorando por achar besteira. Cada médico tem suas orientações em relação à gravidez e todas as outras pessoas – família, amigos e demais – também têm suas opiniões. Enquanto alguns dizem que, ao menos nos três primeiros meses, é “perna pra cima e repouso”, outros afirmam que gravidez não é doença e quase tudo é permitido. Outro dia, paguei o preço por falar demais. Em um bar, com amigos, comentei com meu marido que eu não deveria ter pedido suco de cajá, porque era uma fruta que poderia não ter sido bem lavada. Bastou. Alguém na mesa se manifestou dizendo que isso não tem nada a ver, que eu estava exagerando etc etc. Sabe o que é pior? Na gravidez você está mais sensível, chora por nada e qualquer coisa te ofende. Preferi respirar fundo e não responder. A amiga percebeu o exagero que fez e veio me pedir desculpas, alegando que também sofreu essas chatices de familiares que a criticavam por alguns exageros. “Eu fiz com você o que tanto reclamei de outras pessoas. Me desculpe”.

Ok, amizade reconstruída. Mas ficou a lição. Ninguém pensa exatamente como você e as críticas, sejam por você estar tendo pouco cuidado com o bebê ou tendo cuidado excessivo, sempre vão ocorrer. No inicio da gravidez, meu médico havia liberado as caminhadas, considerando que eu já tinha o costume de fazer exercícios. Para quê fui colocar essa bendita caminhada nas redes sociais? Os comentários foram “Você está louca?”, “Antes dos três meses?!”, “Seu médico sabe disso?”. Também já ouvi críticas quando postei nas redes sociais o quanto uma goma de mascar me serviu para os problemas de enjoo. “Esse chiclete tem aspartame! Você não pode!!”. Chega. Você está sensível demais e irritada demais para entrar nessa briga. Não vale a pena. Siga a orientação de seu médico. Só.

Eu resolvi seguir à risca. Pode pintar cabelo? “Olha, não tem nada que comprove que pintar o cabelo prejudica o bebê, mas se seu filho nascer com má formação, você não vai se perdoar, achando que pode ter sido a pintura”, disse meu médico. Concordo. Não pintei cabelo, não comi salada na rua, não comi fruta mal lavada, evitei escada e grandes esforços, eliminei a carne mal passada. Exagero? Pode ser. Mas o filho é meu e eu tenho a minha maneira de cuidar dele. E agora também não critico as decisões de outras grávidas. Quer pintar o cabelo? Acha que não tem problema? Eu respeito. Sim, você amadurece nesse sentido, e passa a respeitar as decisões dos outros. Afinal, quem está certo?

Faça um Comentário

    Topo