terça-feira 23 de julho de 2013

“Prefere menino ou menina?”

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É normal ouvir essa pergunta quando se está grávida. E, como toda boa mãe de bons costumes, a resposta é “vindo com saúde, tanto faz”. Está certo, chega um momento em que a gente se envolve tanto que o que mais importa mesmo é que o bebê esteja com saúde.

Mas não precisamos ser hipócritas. Todos têm sua preferência, ainda que mude de opinião durante a gestação. A minha era de uma menina. Sim, meu universo sempre foi feminino, com irmãs meninas, quase todas as primas meninas, minhas sobrinhas – até a chegada recente do meu sobrinho, Renato – eram meninas. Eu me sentia totalmente segura em criar uma menina. Saberia das suas necessidades, seus problemas de adolescente, suas lágrimas pelos namoradinhos. Saberia como falar sobre sexualidade e como entendê-la. E também tem a vaidade de querer colocar lacinho na cabeça, vestidinho de brilhos, sapato combinando, rendas, bonecas, enfim.

Na segunda ultrasonografia, ainda com 13 semanas, a médica arriscou “Não comprem nada ainda, mas tudo indica que é uma menina!”. Para mim e para o pai do bebê, era como se fosse certeza. Menina! Vai se chamar Marina. A fantasia já estava toda formada na minha cabeça. O quartinho? Só faltava pagar. Tudo escolhido. Um mês depois, um novo exame e – “opa, estou vendo uma pitoca”. Uma pitoca?! Sim, era um menino! O pai comemorava quase gritando. A médica animadíssima, dizia o quanto era bom ser mãe de menino! E os dois falavam, e comemoravam, e falavam, e ali na tela, o menino, a pitoca… E eu só chorava. Não sei bem se de susto ou de medo. Mas chorava. E saí de lá chorando. Preciso confessar que a sensação foi de terem tirado de mim a minha menina.

Se você nunca engravidou, não tente entender isso que estou dizendo. É estranho, eu sei. Mas passei alguns dias com um aperto no coração por terem levado embora de mim a minha Marina. Doeu. Mas depois começou a doer mais quando eu percebi que parecia rejeitar o meu menino! Como explicar a ele que não era isso? Não era que eu não o quisesse, era apenas uma sensação de ter perdido uma filha… Era tarde, eu já estava me sentindo completamente culpada por passar aquela tristeza para meu filho. E a partir dali começou um amor indescritível por ele. Comecei a desejá-lo mais que tudo. Me senti totalmente intimada a cuidar dele. A dar o maior carinho do mundo.

É quando você começa a entender que, sim, é normal ter preferências, mas há um momento que o que importa é ter saúde. É seu filho, independente do sexo. É sua cria, o amor da sua vida, a pessoinha mais indefesa do mundo e que precisa totalmente de você. Menino ou menina? Que venha com saúde.

2 Comentários

  • Sarah… vc acabou de descrever o meu momento!<br />Minha mae achou esse blog e me mandou. Li varias matérias e cheguei nessa por acaso. <br />Estou com 26 semanas e até ontem de manha esperava a Ludmila, nossa bruguelinha. Estava exatamente como vc falou. Tudo escolhido e reservado na loja. Só faltava pagar. rs<br />Aí ontem fiz uma ultra pra acompanhar o peso pq está um pouco abaixo do esperado

  • Fidelia

    Now I’m like, well duh! Truly thfnakul for your help.

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