terça-feira 16 de julho de 2013

Muita fome e gostos inesperados

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A partir de agora, uma nova rotina. Comer verdura na rua sem saber a procedência não pode. Alimentação diet, não pode. Carne vermelhinha, suculenta, também não. Sim, isso dependendo dos exames que certamente seu médico solicitará. Mas, vamos lá. Correr, andar de bicicleta, patins ou cavalo, nada. Aliás nada que tenha muita velocidade e que se corra o risco de cair. Pintar o cabelo, idem (tudo isso, na verdade, varia de acordo com a recomendação de cada médico). Até mesmo produtos de limpeza e cremes para o corpo. Tem coisas que não podem mesmo. E começam a aparecer diversas coisas que não são permitidas por serem um risco à saúde do bebê. Sim, é difícil. E faz parte disso de se estar grávida. Bem-vinda!

Eu devia ter sete semanas quando o café da manhã começou a ficar diferente porque, pela primeira vez na vida, eu não quis tomar leite com achocolatado. Fiz um pouquinho de café e tomei com o leite. O paladar da gestante muda mesmo. Muda pra caramba. O que você adora – como uma sobremesa de chocolate – pode não mais servir em hora alguma. E o que você antes não admirava muito pode passar a ser o prato da sua vida.

Bem, um belo dia, estávamos (eu e meu marido) esperando para fazer uma ultrasonografia quando, quem aparece? A fome!!! Saímos e fomos em uma loja de conveniência. “Uma coxinha de frango com catupiry e um iogurte de mamão”, eu pedi. A cara de espanto do pai do meu filho foi ótima. Pois é, gravidez tem dessas coisas. Eu nunca como frituras, ainda mais às oito e meia da manhã e depois de já ter tomado café em casa. Na verdade eu queria um cachorro quente. Até entrar na lanchonete do posto, fui sonhando com o cachorro quente. Dica: não sonhe. Pode não ter o que você quer. E não tinha. Peguei a coxinha e o iogurte de – detalhe, eu nunca havia tomado outro que não fosse de morango – de mamão. Estava uma delícia.

Sim, também vale lembrar que é nesse momento da vida que você pode enjoar para sempre de determinada comida que gosta. Um dia meu marido fez para o jantar um risoto de funghi maravilhoso. Gostei tanto que pedi para ele fazer novamente e passei o dia inteiro ansiosa para comer o danado do risoto. À noite eu comi. Mas comi tanto e com tanto gosto que no dia seguinte eu não podia me lembrar do sabor daquele prato. Enjoei. Pensei que passaria com o tempo, mas até hoje – longos meses depois – não consigo sentir o cheiro de funghi. Esse já foi. Vou tentar não mais exagerar em outros pratos. Fica a dica. Vai com calma.

É tudo muito estranho mesmo. E acredito que o tal “desejo de grávida” venha daí. Nem toda gestante sente enjôos, mas as que sentem precisam procurar o que conseguem comer. Muitas vezes foi a laranja ou outras frutas cítricas que me ajudaram. E aí, quando bate a fome desesperadora – no próximo post eu falo melhor sobre esse desespero – às vezes só aquela laranja serve. Mesmo que no meio da noite. Desejo de grávida? Pode ser, mas – acredite – isso existe!

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