segunda-feira 08 de julho de 2013

Estou grávida. E agora?

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Mais uma noite de olhos abertos. Tento dormir no silêncio absoluto, como sempre fiz. não consigo. Leio um livro. Ligo a televisão. Os programas vão terminando e a hora vai passando. Devo tomar logo um remédio?


Quem disse que é sempre uma delícia estar grávida mentiu. As mudanças são bruscas. Você não entende seu corpo, não entende seus gostos. Sim, novos gostos. Vontade desesperada de comer algo que com certeza não vai ter na sua geladeira. Capricho de grávida? Não, nem sempre. São os danados dos hormônios alterados. Fome, sono, cólica, gases, vontade de chorar, enjôo, seios dolorosos. Enfim, é lógico que isso varia de mulher para mulher e tudo o que sua melhor amiga sentiu você pode não sentir. E vice-versa.

Acho que sou aquela grávida que viveu todas as “experiências” da gestação. Todas as dores e as delícias que viram rotina nos nossos longos dias de mãe de primeira viagem. O objetivo desse blog é mostrar como é ser mãe na real. Sem os encantos que toda mãe fala. É mostrar que, mesmo se sentindo linda com um barrigão, ele traz dor nas costas, cansaço e uma indisposição que você não faz ideia. Quando comecei a escrever alguns textos, eu tinha, pelos meus cálculos leigos, seis semanas de gestação. Ainda mais essa, agora contar em semanas. Quem não tem alguém muito próximo que já passou por isso ou ainda não foi ao médico, não dá para entender as contas. Mas, vamos deixar esse assunto para um outro dia.

No início você simplesmente  não entende nada sobre ter um bebê dentro de você. Um embrião, para ser mais exata. Passei muito tempo com a “ficha” enganchada e talvez ela só tenha caído quando a barriga começou a crescer. Verdade, não dá para se cobrar por isso e querer entender que, sim, você está esperando um filho. A gente sempre escuta falar que ser mãe é diferente e só quem é mãe sabe o que é. Verdade. Pode acreditar. Até você pegar o danado do exame positivo, você não vai alcançar o que sente uma mãe e quantas mudanças acontecem a cada dia. Ou melhor, a cada “semana”.

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